Revoltada com o presente
Olhando um rosto inocente
Sabendo que me impossibilitam
Incapacitada de o poder mudar
Sonhando com um Mundo diferente
Revoltada com o passado
Ravoltada com um choro sempre presente
Revoltada com a vida
Revoltada com um mundo sem cor
Esta voz pequenina
Estas mãos pequeninas
Esta mente pequenina
Sem ter alguém que a embale
Que a queira
Sem ter alguém modesto
Sem ter um mundo ideal
Uma vida ideal
Alguém que a olhe e acaricie e diga que como ela nunca haverá igual.
Mavilde, és a nossa pequenina ♥
segunda-feira, 7 de março de 2011
34
Os meses passaram, as recordações ficaram.
Ainda hoje sinto o teu cheiro, ainda hoje relembro a intensidade das tuas palavras.
Choro a complexidade a que nos sujeitámos, a força que nos roubaram, a ânsia amarga que não podemos adoçar, o grito que não podemos encurtar, as expressões que nos impossibilitaram de demonstrar, as explicações que temeste, o desejo suspenso entre o meu olhar desfocado de dúvidas e a tua forte convicção. Ainda hoje dói relembrar o tempo em que permaneci iludida na esperança.
Dói relembrar aquele aperto que se manifestava em ambos, aquele desejo superfícial de que necessitávamos. Dói relembrar os dias em que te apertava com uma força suprema, os dias em que escondia a minha mão no teu cabelo, os dias em que acarinhava a tua face com um doce deslize, os dias em que acariciava a tua mão, os dias em que me aconchegava no teu toque.
Eu chorava no teu ombro, definia a beleza da tua imagem, mas acima de tudo orgulháva-me.
Dói saber que são só recordações.
Ainda hoje dói quando a revolta se impõe, quando o arrependimento se instala, e quando as dúvidas que parecem ter abalado, regressam. Porquê? Diz-me, porquê?
Dói relembrar os dias em que escrevia à luz de um vazio de cor, em busca de alguma palavra que te pudésse definir, de algum adjectivo que te pudésse ser atribuído.
Ainda hoje anseio, ainda hoje desespero.
Dói saber que aquele refúgio não volta, que aquele aconchego não volta.
Mas, prometo-te, que só me irei reconstruir de verdade e lucidez, quando estiveres a meu lado.
Estarei aqui, disposta a dar-te a mão para um simples desabafo.
Leonor Rebocho.
Ainda hoje sinto o teu cheiro, ainda hoje relembro a intensidade das tuas palavras.
Choro a complexidade a que nos sujeitámos, a força que nos roubaram, a ânsia amarga que não podemos adoçar, o grito que não podemos encurtar, as expressões que nos impossibilitaram de demonstrar, as explicações que temeste, o desejo suspenso entre o meu olhar desfocado de dúvidas e a tua forte convicção. Ainda hoje dói relembrar o tempo em que permaneci iludida na esperança.
Dói relembrar aquele aperto que se manifestava em ambos, aquele desejo superfícial de que necessitávamos. Dói relembrar os dias em que te apertava com uma força suprema, os dias em que escondia a minha mão no teu cabelo, os dias em que acarinhava a tua face com um doce deslize, os dias em que acariciava a tua mão, os dias em que me aconchegava no teu toque.
Eu chorava no teu ombro, definia a beleza da tua imagem, mas acima de tudo orgulháva-me.
Dói saber que são só recordações.
Ainda hoje dói quando a revolta se impõe, quando o arrependimento se instala, e quando as dúvidas que parecem ter abalado, regressam. Porquê? Diz-me, porquê?
Dói relembrar os dias em que escrevia à luz de um vazio de cor, em busca de alguma palavra que te pudésse definir, de algum adjectivo que te pudésse ser atribuído.
Ainda hoje anseio, ainda hoje desespero.
Dói saber que aquele refúgio não volta, que aquele aconchego não volta.
Mas, prometo-te, que só me irei reconstruir de verdade e lucidez, quando estiveres a meu lado.
Estarei aqui, disposta a dar-te a mão para um simples desabafo.
Leonor Rebocho.
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